Segundo uma pesquisa realizada pela McKinsey, atualmente, 72% das empresas adotam tecnologias de inteligência artificial (IA) e 65% delas aumentaram seus orçamentos destinados à tecnologia. No entanto, mesmo diante do impulso que IA ganhou nos últimos anos muitas empresas ainda não sabem como conectar a ferramenta ao negócio.
E é aí que entra o gestor de inteligência artificial, cargo que está ganhando cada vez mais destaque no mercado brasileiro. Seu papel? Conectar a IA ao negócio, aplicando tecnologias que parecem futurísticas, mas que já são uma realidade.
De acordo com Mateus Miranda, CIO do Grupo IRRAH, grupo de tecnologia especializado em soluções para o setor varejista, um gestor de inteligência artificial precisa dominar não apenas ferramentas de IA como outras tecnologia. Confira abaixo os requerimentos para se tornar este profissional:
Machine learning
Algoritmos que permitem que sistemas aprendam e melhorem com base em dados, sem serem explicitamente programados para isso. É usado em recomendações de produtos, análise preditiva e automação de processos.
Chatbots e assistentes virtuais
Ferramentas baseadas em IA para atendimento ao cliente, capazes de responder automaticamente a perguntas e resolver problemas sem a necessidade de intervenção humana, como os assistentes no WhatsApp ou plataformas de e-commerce.
Análise preditiva
Utiliza algoritmos de IA para prever tendências futuras com base em dados históricos. Isso ajuda empresas a tomar decisões mais informadas sobre estoques, campanhas de marketing e comportamento do consumidor.
Processamento de linguagem natural (NLP)
Tecnologias que permitem que as máquinas compreendam, interpretem e respondam à linguagem humana de forma natural. Usado em ferramentas de tradução automática, assistentes virtuais e análise de sentimentos.
Visão computacional
Tecnologias que permitem que os computadores “vejam” e interpretem o mundo ao seu redor, processando imagens ou vídeos. Pode ser aplicado em sistemas de segurança, automação de armazéns, reconhecimento facial, etc.
Automação de processos robóticos (RPA)
Softwares de IA que automatizam tarefas repetitivas e baseadas em regras, liberando os colaboradores para atividades de maior valor agregado. Muito utilizado em setores financeiros, de RH e de atendimento ao cliente.
IoT (Internet das Coisas)
Conectar dispositivos à internet para coletar dados em tempo real, oferecendo insights para otimizar operações em tempo real, como na logística ou na monitorização de inventários.
Recomendações personalizadas
Algoritmos de IA que analisam os dados de navegação e compras dos usuários para oferecer recomendações de produtos ou serviços personalizados, como visto em plataformas de streaming e lojas online.
“Mais do que gerenciar a tecnologia em si, ele atua como um facilitador, garantindo que as soluções de IA se integrem de maneira eficiente nas operações da empresa, mas sem perder o foco no valor humano. Ele será o responsável por coordenar a aplicação em áreas-chave, como atendimento ao cliente, marketing e vendas.”, afirma Miranda.
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Impulsionada pelo crescimento acelerado da IA, a profissão surgiu nos EUA em grandes corporações de tecnologia, como Google, Microsoft e Amazon. A demanda apareceu à medida que essas empresas perceberam a necessidade de integrar inteligência artificial às estratégias de negócios, criando soluções mais eficientes e personalizadas.
Hoje, estima-se que o mercado global de IA alcance um valor de $1,8 trilhão até 2030, com um crescimento anual médio de 37,3%, segundo dados da Bain & Company e Goldman Sachs.
Profissionais brasileiros na vanguarda
No Brasil, a demanda por profissionais de IA deve crescer 150% este ano, segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES), impulsionada pela crescente adoção de IA nas empresas, a necessidade de desenvolver novas tecnologias e aplicações de IA e pelo aumento da complexidade dos sistemas de IA.
O SENAI destaca que o Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas em ocupações industriais até 2025, com mais de 470 mil vagas no setor de tecnologia da informação, impulsionadas pela ascensão da IA.
E se a demanda está em alta, a remuneração também segue essa tendência. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, profissionais com habilidades em inteligência artificial podem receber ofertas de salários até 40% mais altos do que aqueles que não dominam a tecnologia.
Nos últimos anos, a tecnologia tem revolucionado diversos setores ao redor do mundo, transformando a forma como empresas operam e se relacionam com seus clientes. Os Estados Unidos são os maiores propulsores dessa revolução. Contudo, as soluções que surgem lá fora ganham força aqui rapidamente, impulsionado por líderes visionários que sabem identificar e adaptar essas inovações ao contexto nacional.
Um exemplo marcante dessa tendência é a atuação de Luiza Trajano, empresária e presidente do Magazine Luiza, que tem se destacado na implementação de novas tecnologias no varejo brasileiro. “Embora muitos a considerem uma líder à frente do seu tempo, o segredo de seu sucesso é justamente o fato de trazer tendências que já estão em prática em outros mercados, como o americano, e executá-las com maestria no Brasil.
“Luiza não só se inspira no que está acontecendo no exterior, mas também implementa essas inovações de maneira eficaz e adaptada à realidade brasileira, criando um modelo de sucesso”, destaca Miranda.
Essa iniciativa, tão importante para que os negócios se destaquem em um mundo cada vez mais inovador, torna essencial o trabalho do gestor de inteligência artificial. Contudo, ele só estará alinhado às últimas novidades se se conectar aos números gerados pela empresa de forma inteligente.
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