profissionais de TI fora dos países

Brasileiros ‘global workers’ ganham em média R$ 29 mil

De acordo com o estudo, esse perfil de profissional ganha em dólares, uma média equivalente a R$ 29 mil por mês, e a maioria trabalha no setor de tecnologia.

Redação

28 de setembro de 2023

COMPARTILHE

Os brasileiros que trabalham para empresas estrangeiras estão conseguindo remunerações bem acima da média para as mesmas posições encontradas em empresas locais, revelou a primeira edição do estudo ‘Global workers 2023 – Panorama sobre os profissionais brasileiros que trabalham para o exterior’, realizado pela fintech Husky. De acordo com o estudo, esse perfil de profissional ganha em dólares, uma média equivalente a R$ 29 mil por mês, e a maioria trabalha no setor de tecnologia.

O estudo define como ‘global workers’ o profissional que trabalha remotamente, podendo viajar e procurar vagas em qualquer lugar do mundo. A pesquisa revelou, entretanto, que 77,7% dos profissionais consultados não se identificam como nômades digitais, logo têm residência fixa. Além disso, 98,1% residem no Brasil, sendo que apenas a metade deles está concentrada na região Sudeste. Do total, 46% preferem a vida em cidades menores e 54% estão em grandes capitais, como São Paulo (26,7%), Florianópolis (10,1%) e Curitiba (9,4%).

“Vimos que essas pessoas não querem morar fora do país, até porque ganham bem, trabalham remotamente, conseguem aproveitar seu ciclo social em meio à família e amigos, com a vantagem de ainda receberem em moedas bem mais valorizadas do que o real”, comenta Tiago Santos, CEO da Husky.

Perfil dos global workers brasileiros

Com base nas respostas à pesquisa, o estudo desenhou o perfil do profissional global no Brasil. De acordo com o relatório, 81,5% são homens, sem filhos e com uma idade média de 31 anos, que moram com seus parceiros (67,9%), possuem pets (60,3%) e tem nível superior (94,9%), com destaque para a área de Exatas e em cursos ligados à tecnologia (75,7%).

“Nossa pesquisa reforça o quanto esses profissionais valorizam relações de trabalho mais flexíveis, em que possam conciliar experiências pessoais e profissionais com viagens e momentos de lazer, sem deixar de lado a parte financeira”, ressalta o CEO da Husky. De acordo com o executivo, além de ter uma remuneração acima da média de boa parte dos brasileiros, a quantidade dos Global Workers aumentou 491%, entre 2020 e 2022, conforme dados da própria fintech.

Veja também: Especial Programação

Sobre as áreas de atuação dos Global Workers, no topo do ranking está Ciências da Computação, seguida de Sistemas da informação e Engenharia da computação. “Em um levantamento feito pela Husky em 2022, a gente já havia identificado que a maioria dos profissionais que têm uma carreira remota no exterior trabalha no segmento de tecnologia, atuando principalmente como desenvolvedores de software para empresas estrangeiras”, diz o CEO.

O levantamento da fintech ouviu 1.629 global workers e foi realizada em fevereiro deste ano, com participação aberta a internautas. O questionário permitiu a segmentação entre as respostas de brasileiros que efetivamente trabalham para o exterior e os respondentes interessados em ter uma carreira internacional, mas que atualmente não trabalham para empresas estrangeiras.

Via IT Forum

TAGS:
mercado de trabalhoprofissãoprofissõessucesso profissionaltecnologia da informação

Conteúdos relacionados

Bem vindo de volta